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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Mãytrona




Dêem uma olhada no eyxo Paytronos logo na coluna ao lado desse bloguy que vocês vão encontrar pessoas que vestem a nossa camysa (ou nós vestimos a deles). Dêem só uma olhada em uma das cartas que Madre Tereza escreveu em vida:

- Todos os domingos, visito os pobres das favelas de Calcutá. Não posso ajudá-los, porque nada tenho, mas vou levar-lhes alegria. Da última vez, vinte pequeninos estavam ansiosamente à espera da sua "Ma". Quando me viram, correram ao meu encontro, até pulando com uma só perna. Entrei. Naquela para - que é o nome que se dá aqui a um conjunto de casas - lá viviam doze famílias. Cada família dispõe de apenas um quarto, com dois metros de comprimento e metro e meio de largura. A porta é tão estreita que eu mal consegui entrar, e o teto é tão baixo que não me permitia ficar de pé. [...] Já não me surpreende que as minhas pobres pequeninas gostem tanto da escola, e que tantas sofram de tuberculose. A pobre mãe [da família que ela foi visitar] não proferiu uma palavra de queixa pela pobreza em que vivem. Tudo aquilo era muito doloroso, mas ao mesmo tempo fiquei muito feliz por ver que eles ficam felizes com as minhas visitas. Finalmente, a mãe me disse: "Oh, Ma, venha nos ver outra vez! O seu sorriso trouxe o sol a esta casa!"


... porque nada tenho, mas vou levar-lhes alegria! (chamo atenção novamente ao nariz... eles sempre denuncyam)

domingo, 25 de maio de 2008

Francysco de Assys



Havia citado já antes duas pessoas que podem ser (por que não?!) candidatos a patrono do Y. Uma foi Janusz Korczak, médico pediatra, polonês e judeu, que implementou uma pedagogia de amor pela criança, fazendo seu orfanato girar em torno desse amor, embora com rédeas. Foi mártir nas câmaras de gás de Treblinka à época da Segunda Guerra Mundial.

A segunda pessoa foi J. H. Pestalozzi. Grande pedagogo suiço, que influenciou sobremaneira o pensamento do Dr. Korczak. Também partidário da tal pedagogia do amor. Bem mais dócil que o doutor, se metia a passear pelos campos ensinando geografia viva e a rezar com seus órfãos todas as noites antes de dormir - embora sem nenhuma religião a não ser a de Jesus. Isso tudo, em meio às grandes intrigas entre católicos e protestantes.

Falando em Jesus, lanço aqui novo candidato para patrono do Y. É, vocês já viram. Francisco de Assis. Vou colocar aqui o trecho da biografia dele feita por um dos maiores historiadores da idade média, Jaques Le Goff:

"Nesse mundo em que aparece a família conjugal e patriarcal restrita, mas na qual o antifeminismo continua fundamental e em que reina uma grande indiferença à criança, ele manifesta, por suas ligações com algumas mulheres próximas e em primeiro lugar Santa Calra, por sua exaltação do Menino Jesus na manjedoura de Grécio, sua atenção fraternal à mulher e à criança. Entre o mundo monástico banhado de lágrimas e a massa dos despreocupados mergulhados numa ilusória alacridade, propõe a imagem alegre, sorridente daquele que sabe que Deus é alegria".

O formato do nariz dele já lembra, mas a artesã Cristina Vaz esqueceu de colocar uma corzinha vermelha, que nele cairia extremamente bem.
Allan Denizard

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

"O meu coração estava preso às crianças, a sua felicidade era a minha felicidade, a sua alegria, a minha alegria – elas deviam ler isso na minha fronte, perceber isso nos meus lábios, desde manhã cedinho até tarde da noite, a cada instante do dia."


Pestalozzi

...mas, bem que poderia ser...

Pestalozzy

quarta-feira, 23 de maio de 2007

PERSONALYDADYS NA SEMANA DE ARTE MÉDICA

Dia: 29/05 (terça) e 01/06 (sexta)
Horário: 12:30 às 14h
Local: CA XII de Maio
Mediadores: Integrantes do Projeto Y e do CA XII de Maio
Biografado: Janusz Korczak “O BOM DOUTOR”
O Projeto Personalidydys trabalhará, adivinhem! personalidades que contribuíram decisivamente para o crescimento humanístico de nossa civilização. A princípio proporemos personalidades médicas, o que não fecha para inserção de indivíduos não-médicos. Começamos a falar superficialmente sobre o que tratará o projeto só para justificar a participação do Projeto Y nessa empreitada. Sendo o Y um projeto que visa enriquecer a visão de mundo dos estudantes da área de saúde sobre a relação médico-paciente, dando exemplos através da relação palhaço-criança das expansões que podemos ter enquanto seres relacionais, nada mais proveitoso para nós do que espalharmos ainda mais exemplos concretos de médicos que lutaram por uma medicina mais digna em termos de doação para o próximo.

Sobre o Janusz Korczak:

"Meu primeiro encontro com a obra de Janusz Korczak (1878-1942), pseudônimo de Henryk Goldshmid, pediatra e educador polonês, deu-se no início dos anos oitenta, motivado pela crítica que alguns pedagogos faziam à amorosidade na educação. Diziam, ironicamente, que "quem sabe, ensina, e quem não sabe, ama". Defendendo uma posição contrária a esse desvio tecnicista, fui buscar argumentos na história da educação. Foi quando entrei em contato mais de perto com a obra de Korzcak que valorizava o papel da afetividade na educação e na construção do conhecimento." Moacir Gadotti*

* Moacir Gadotti, nascido no Brasil em 1941, educador e filósofo, é professor titular da
Universidade de São Paulo e diretor do Instituto Paulo Freire. É doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra (Suiça). Escreveu diversas obras no campo da filosofia da educação, publicadas em várias línguas. Entre elas destacamos: Reading Paulo Freire e Pedagogy of praxis, ambas publicadas pela SUNY Press de New York.