quarta-feira, 2 de julho de 2008

Resultado da Seleção da 1 fase




Quem se lança em uma seleção se permite ser julgado, e quem se propõe a julgar assume responsabilidades pelos erros que pode cometer.
Em uma faculdade em que o tempo sempre é pouco para estudar para as provas, para participar de estágios ou projetos que seriam “importantes” para nossa formação acadêmica, nos dispomos a fazer parte de um mundo diferente, e quando abrimos vagas para novos integrantes que naturalmente existiriam no mundo real, ficamos renovados em saber que nós estamos em um número bem maior do que rotineiramente vemos.
Uma seleção em que 35 acadêmicos oferecem seu tempo livre e até ocupado para fazer algum material que seja reflexo do ser HUMANO ainda existente dentro de cada um, nos dá a sensação de que o julgamento a que nos propusemos fazer é bem mais profundo do que parece, pois não estamos só medindo o nível cognitivo, capacidade intelectual, raciocínio, pontualidade dos candidatos... estamos tentando ver dentro de cada uma das 35 PESSOAS que nos confiaram seus sentimentos quem contribuiria melhor com uma fYlosofYa em sua condição de ‘Projeto de Extensão”.
Somos cientes dessa responsabilidade, e foi por isso que após mais de 6 horas de discussão, ainda não saímos satisfeitos com o resultado, não por achar que os escolhidos não mereceriam, e sim por ter certeza de que aqueles que ficaram de fora fazem parte desse nosso mundo. Infelizmente, o Projeto de Extensão tem de escolher alguns, e nessa caminhada convidamos

Adriana Barros Carneiro-Medicina 1° semestre
Amanda Lima Silva-Psicologia
Andreza de Sá Gomes-Efermagem 2° semestre
Beatrice Nuto Nóbrega-Medicina 5° semestre
Fábio Camelo Mourão-Medicina 1° semestre
Francisco Airton Araújo Neto-Psicologia 4° semestre
Iale Cardoso Nothingham-Enfermagem 2° semestre
José Saulo Martins de Oliveira-Enfermagem 5° semestre
Naiana Oriá Soares-Medicina 1° semestre
Natália Correia Maximo Feitosa-Enfermagem 1° semestre
Patrícia Pontes Aires-Medicina 2° semestre
Pedro Samuel de Valões Barcelos-Medicna 2° semestre
Rebeca Holanda Arrais-Psicologia 1° semestre
Renata de Paula Joça da Silva-Medicina 2° semestre
Sâmara Silva Silveira-Psicologia 1° semestre
Suzy Kelly de Melo Barbosa-Medicina 3° semestre
Thayná Néri Andrade-Psicologia 1° semestre
Ticiana Fernandes de Oliveira-Medicina 4° semestre
Úlima Rates-Medicina 1° semestre
Valdir Barbosa Lima Neto-Psicologia 1° semestre
Vanessa Timbó Canamary-Medicina 2° semestre

para passarem um dia conosco e nos conhecermos um pouco mais, para tentar encontrar aqueles que melhor se adaptariam ao grupo.
Esse encontro será dia 06 de julho (domingo) iniciando às 9:00 horas da manhã na casa da Carla (Rua Prof Euclides César 193 Dunas). Compareçam usando roupas leves o bastante para fazer exercícios (evitem saias). Durante as entrevistas tentaremos deixar a espera menos monótona. Quem quiser pode tomar banho de piscina nesse período. O almoço é por nossa conta. Parabéns e até lá.
Quanto aos outros, desejo votos de perseverança, que não abandonem a causa que se dispuseram a defender por não terem passado por essa seleção. Lembrem-se de que essa fYlosofYa é bem maior que qualquer registro na Pró-reitoria. Obrigado pela confiança, reconhecimento e identidade. A gente se encontra pelos corredores da vida, independente de que cor estejam nossos narizes.

“A vitória de um homem, às vezes se esconde, num gesto forte que só ele pode ver...”.

Comprimidos apertados em todos.
(do seu) Projeto Y de Riso, Sorriso e Saúde.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

domingo, 1 de junho de 2008

Resumo

“SER PALHAÇO EM Y POR UM DIA” - A PEDAGOGIA DO PALHAÇO NA EDUCAÇÃO MÉDICA- UMA PROPOSTA VERDADEIRAMENTE PRÁTICA DE HUMANIZAÇÃO.

OBJETIVOS: A atividade “Ser palhaço em Y por um dia” foi proposta pelo Projeto Y, de Riso, Sorriso e Saúde, projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará fundado há 3 anos, que integra estudantes de medicina, enfermagem e psicologia e cuja atuação abrange visitas semanais à Enfermaria de pediatria do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e do Hospital do Câncer do Ceará. Os integrantes do grupo durante as visitas caracterizam-se de “doutores palhaços”, utilizando o lúdico para a transformação da rotina hospitalar, aliviando, dessa forma, o sofrimento dos pacientes internados. O Projeto Y é reconhecido pela “International Federation of Medical Student´s Association (IFMSA)” como base para a criação de projetos a nível nacional (Sociedade Brasileira de Palhaçoterapia) , e a nível internacional (Smile X), de modo a incentivar a fundação de projetos semelhantes, tornando-se referência no Brasil e no mundo. Objetivou-se, então, a partir do “Ser Palhaço em Y por um dia”, promover a apresentação do Projeto Y e sua proposta de relação terapêutica aos demais membros da comunidade acadêmica, através da oportunidade de poderem vivenciar uma visita ao HUWC como se de fato participassem do grupo. Dessa forma, pretendeu-se divulgar a proposta de humanização do projeto, sensibilizando os futuros profissionais de saúde.

METODOLOGIA E RESULTADOS: Divulgou-se edital, a partir do qual selecionaram- se cerca de 30 estudantes de medicina, enfermagem e psicologia da UFC. Realizou-se então uma capacitação, repassando como seria a visita, os devidos cuidados que se deveria ter na mesma, assim como dicas de interação com as crianças, acompanhantes e profissionais de saúde. Finalmente os selecionados foram distribuídos em grupos de 4 juntamente com integrantes oficiais do projeto, a fim de que os mesmos pudessem assessorá-los durante a visita. Cada grupo realizou a visita à Enfermaria do HUWC em um dia da semana diferente. O resultado foi uma ampla aceitação da comunidade acadêmica demonstrada pela participação considerável dos estudantes, bem como o reconhecimento por parte deles da relevância do projeto em suas formações, que pode ser visto no seguinte relato autorizado de uma das participantes da atividade: “Visitar as pessoas hospitalizadas não como médico estudante-futuro-médico, mas como palhaço, nos faz ver as pessoas por outro ângulo, justamente como pessoas que elas são, e não como pacientes, o que acaba refletindo positivamente no médico ou estudante-futuro-médico, e no tratamento que ele dá ao seu paciente e à pessoa que é paciente”.

CONCLUSÃO: A experiência mostrou ser bastante eficaz como proposta pedagógica, visto que desperta nos seus participantes o reconhecimento de que ações concretas na transformação da educação do profissional de saúde ora vivenciada no hospital escola da UFC contribui de forma diferenciada para a humanização da medicina.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Encontrar o seu palhaço ...


Assim, o pior é sempre começar, pelo menos sempre foi o mais difícil pra mim. E não se trata só de escrever, por mais que eu ache ruim escrever as primeiras palavras e introduzir um pensamento, eu estou falando da dificuldade do começo de ser palhaço. O famoso “encontrar o seu palhaço”, que os mais experyentes do Y sempre diziam que viria com o tempo, aos poucos, naturalmente. Está certo então.. estou esperando! E é aí q está o problema: fiquei esperando, esperando chegar alguma coisa que não ia chegar nunca... sempre esteve lá, só que eu não olhava pro lugar certo. Não ousava, não tentava, não experimentava. Sei que já faz um tempo que estou visitando e algumas visitas foram muuuito boas.. que eu saía do hospital meu pensamento continuava lá e minha vontade era visitar todos os dias se pudesse! Outras que começavam não muito boas, mas tinham momentos simplesmente mágicos que fazia tudo valer a pena. Agora tiveram aquelas que foram mesmo ruins. Ruim só pra mim.. era eu que não me sentia bem ali. Não que a visita não tivesse sido legal, pelo contrário, as crianças se divertiam horrores. Os outros palhaços.. nooossa são muito bons! E é aí q dá vergonha sabe? Daqueles que são mais antigos e conseguem fazer um espetáculo ali do seu lado. Ora.. pras crianças não faz muita diferença eu estar ali.. eles são tão ótimos, tão divertidos que até eu me acabo de rir deles.. eles bastam. Mas aí tem a criança... ow a criança.. pense num bicho esperto, que tanto sabe! Ela consegue fazer você se tornar engraçado. Ela simplesmente ri de ti. De ínicio, é só ver aquela figura tronxa e toda pintada que você é. E aí, muitas vezes, basta você sorrir que ela sorri. Então, você se assusta: “mas é assim?” E ela ri do seu susto. E você ri dela e quando vê já começou a conversar com ela sem nem precisar falar nada. Certo, mas aí.. cheguei na criança.. e agora? Faço o que? Será que eu sei GAG´s suficientes? Será que vou saber fazer? Aí vem esse bicho esperto chamado criança de novo, que por natureza tem o rosto mais pidão que você pode imaginar.. exatamente ..pidão.. pedindo atenção, pedindo carinho, pedindo alegria. Então,lá de dentro de você sai a alegria. Sai uma alegria que contagia. Quando vejo estou sendo espontânea, falando com a criança como se não fosse criança.. lembre-se que ela é a esperta da situação. Falar com ela sabendo que preciso dela.. daquele sorriso, daquela alegria que só ela pode trazer. E eu achando que eu ia trazer alguma coisa pra dar. São elas que trazem pra mim.. trazem à tona o que eu tenho de melhor. Posso ser espontânea, rir, chorar (de mentirinha), implicar (é tão legal), rir (é de novo.. é tão bom), falar, falar bem muito, ou só olhar, admirar, interagir com um sorriso, me apresentar, conhecer, descobrir... descobrir a criança, a mãezinha, me descobrir. Posso ser eu mesma! Certo mas o q será isso? As pessoas gostam de falar: ”ser eu mesmo” e o que é isso? Pois é, não sei! Mas as crianças devem saber...são elas que fazem isso de mim. E assim eu vejo que todo o tempo que eu procurava me tornar um palhaço, esse personagem, personagem que seria só meu, eu esquecia que justamente por ser só meu era eu.. o tempo todo.. estava lá, escondidinho só eu que não via, porque as crianças.. ah essas são muito espertas.. estavam vendo o tempo todo!!

Dra. Estrelinha


domingo, 25 de maio de 2008

Francysco de Assys



Havia citado já antes duas pessoas que podem ser (por que não?!) candidatos a patrono do Y. Uma foi Janusz Korczak, médico pediatra, polonês e judeu, que implementou uma pedagogia de amor pela criança, fazendo seu orfanato girar em torno desse amor, embora com rédeas. Foi mártir nas câmaras de gás de Treblinka à época da Segunda Guerra Mundial.

A segunda pessoa foi J. H. Pestalozzi. Grande pedagogo suiço, que influenciou sobremaneira o pensamento do Dr. Korczak. Também partidário da tal pedagogia do amor. Bem mais dócil que o doutor, se metia a passear pelos campos ensinando geografia viva e a rezar com seus órfãos todas as noites antes de dormir - embora sem nenhuma religião a não ser a de Jesus. Isso tudo, em meio às grandes intrigas entre católicos e protestantes.

Falando em Jesus, lanço aqui novo candidato para patrono do Y. É, vocês já viram. Francisco de Assis. Vou colocar aqui o trecho da biografia dele feita por um dos maiores historiadores da idade média, Jaques Le Goff:

"Nesse mundo em que aparece a família conjugal e patriarcal restrita, mas na qual o antifeminismo continua fundamental e em que reina uma grande indiferença à criança, ele manifesta, por suas ligações com algumas mulheres próximas e em primeiro lugar Santa Calra, por sua exaltação do Menino Jesus na manjedoura de Grécio, sua atenção fraternal à mulher e à criança. Entre o mundo monástico banhado de lágrimas e a massa dos despreocupados mergulhados numa ilusória alacridade, propõe a imagem alegre, sorridente daquele que sabe que Deus é alegria".

O formato do nariz dele já lembra, mas a artesã Cristina Vaz esqueceu de colocar uma corzinha vermelha, que nele cairia extremamente bem.
Allan Denizard

sábado, 26 de abril de 2008

O Relato

Ainda cedo, depois de umas provas...
-Aí, visita hj??
-Não, visito não!
-Ei, vamo visitar hj??
-Não, hj não.
-Vamo vai ser rapidinho.
Eu tenho aula do Marcelus, tenho de sair cedo!
-Não.
-Vamo, vamo, vamo?
-Eu não já disse que não, mala!
-Vamo, por favor?
-Ow zé mané, hj não, não tou afim.
-Mas, pq?? É tão bom! Eu te defendo.
-Não tou em clima, tou super estressada!
E não tou a fim de ser saco de pancada de novo!!
-Eu disse, te defendo!
-Té parece, ué....
-Tá.. tou indo almoçar Mas, vamo visitar?
-Não, não e não.

E tudo começou assim...

Xyxyryca já estava quase pronta quanda Cartola entra na sala. Oba, vamo visitar!!! Fuinha aparece logo em seguida. Só o Sybylus que tava com problema existencial, recusou ir. Xyxy resolveu levar tudo que podia e até um sapato meio ronald mcdonald's que encontrou. Cartola com raiva gritava, quem escondeu o prandero?? Quem escondeu o prandero?? E fuinha, em cima da cadeira, fazia da cartola da cartola, uma cesta de basquete para bola de malabaris. Confuso? Acho que não! E lá foram as 3.

Cartola, que havia prometido defender Xyxyryca, pegava o cacetete do segurança pra bater nela, que fugia. Enquanto, Cartola devolvia o objeto, Fuinha e Necessidade Fisiológica Número 1 socializavam. Cartola, que não é Cambota, chega de mansinho e Fuinha lhe mostra uma criança. Oops, ela não podia descobrir que tinha sido descoberta. Tudo continua calmo, até a Fuinha puxar a cartola da Cartola.

Bolas, Bolas, de todas as cores, para todos os lados. O menino vira o peru, as bolas viram bolas de futebol, a cartola vira a cesta, e as bolas viram armas na mão da Cartola. Guerra! E advinha quem é o alvo??? Xyxy se esconde com medo, Cartola erra a mira e quase acerta a cabeça de uma mulher. Xyxyrica responde, cartola desvia e a bola acerta um homem. Todos entram na brincadeira e o alvo verde-laranja continua escondido. Um pé fora da trincheira e... é acertado de todos os lados.

Calma , elas ainda tinham de ir para a pediatria, depois de catarem todas as bolinhas, se despediram. Xyxy derruba a cartola obejto, foge sequestrando a Fuinha e lah se vão todas as bolinhas.

Mais na frente, as palhacinhas se encontram e um "pequeno" sapato rubro-amarelo se desemancha. Um pediatra, um pediatra, socorro, socorro!! Tem algum pediatra aí?? O Pé da Xyxyryca tá doente. Um pediatra, socorro!! Um louco sai correndo do refeitorio e pula em cima das palhaças. Necessidade Fisiológica com um pé a menos já nao se agüenta em pé, ainda mais com o louco em cima dela que não sabe onde tem pediatra. E a busca continua.

Cartola, de repente, está sozinha quando recebe um comprimido. Ah ela quer outro. Dois comprimidos! Oba!! Depois ela vê fuinha tentando entrar num quarto se batendo no vidro. Ow burra, não é assim, tá vendo aquele espaço lá em cima, é por lá que se entra. Oh, eu te ajudo, sobe aqui! Eis que do banheiro lá de dentro, perseguida por uma toalha, surge ela, Sarinha, "é por aqui"! E a gente pode entrar? "Pode".

Uuuuh,aaaaaai,uuui, ai. Não dá, não passa! Ai, ui, ai!!!
"É uma de cada vez".
Ah tah, primeiro tu, não primeiro tu. Primeiro tu. Não, primeiro tu! Eu disse q era primeiro tu, então é primeiro tu! Não, primeiro tu! Primeiro tu. Eu sou gentil, primeiro tu!
"Não, são as duas de uma vez".
Huum, ui, ai, ui. Não dá, não passa.
"Dá pra vocês duas parar de besteira??"
Ah, então tá. Primeiro tu, não primeiro tu....
"Ai meu Deus"
Entrei, entrei. Tá, vou em segundo então.

Sarinha começa a examinar as palhaças, quando, um fantasma aparece: BUUH! Aaaah... eu tenho medo. Aaah. BUUH! Aaah.O exame continuou quando descobriu-se que o fantasma tinha comido um menino. E tudo corria bem e alto, mt alto.

Ei, ei a mentirinha tah chamando vocês. Mentira, que a mentira não veio hj. Tah sim. Mentira. Por causa do barulho foram as palhaças expulsas do quarto.

Descobrimos que a suposta mentirinha era a Xyxyryca que se encontrava no meio do leito, em cima de um palanque, protestando num microfone. Aparentemente, ela também tinha sido expulsa de um quarto, não só ela como todas as camas e crianças. O quarto estava vazio e ela protestava.

Ei Cartola, vem aqui. Senhoras e senhores eu apresento para vocês CAMBOTA, olha as pernas tortas dela. Eu não sou Cambota. É, sim. Não. Sim. Não.

Sarinha vai ser a juíza e afirma Cartola NÃO tem as pernas tortas.

Concurso de poesia, valendooooooo. Iane ganha com nunca troque o olhar de quem te ama por um beijo de quem te engana!

Valendo uma TV, quem vai cantar, quem vai cantar?? Cri, cri, cri..

Valendo um dia perfeito a sós com a Xyxyryca, quem vai dançar?? Cri, cri..

Se ninguém dança, vai Xyxyryca...

Xyxyryca vira o piso molhado. Cartola lê piso molhado. Então ela pisa no molhado e pisa molhado, acidentalmente, nas costas da Xyxy. Oops, ninguém viu e nao sujou naaada.

Volta com o concurso, Sarinha é a juíza. Quem é a mais bonita? Cartola. A mais legal? Cartola. A mais séria? Cartola. A mãe dela afirma, ela não sabe mentir.

Volta a bagunça, Xyxyryca quebra o outro pé e mais confusão. O chefe chama. Mais confusão. Xyxyryca anda agora com os pés na bunda e a marca de um nas costas. E a bagunça continua.

Fuinha e Cartola sequestram Xyxy. Duas crianças as esperavam lá fora. Comprimidos e tchau. Xyxyryca some. Sarinha se despede das palhaças e pergunta pela a outra. Quase ao choro, ela só queria se despedir, aquele poderia ser seu último dia ali. Cartola tinha um plano. Ela levaria Sarinha até o encontro de Xyxyryca que iria voltar trazendo a garota. Pode ser? Pode!

Elas já iam embora quando escutam, ei esperem por mim!! Aparece a gaiata com um copo na mão. Pronto feita a despedida. Um paradoxo. A felicidade é enorme, sarinha vai-se embora dali. A tristeza é enorme, sarinha vai-se embora dali. Nada de egoísmo. Alegria, alegria.

Elas estão indo, afinal o chefe já gritava ha tempos. Mas surge um convite, hemodialise. E lá vão elas. Prometendo que ia ser bem breve, era só oi e tchau. Mas é impossível, simplesmente impossível. É tão bom ver o sorriso de uma criança num adulto. Um sorriso ingênuo, espontâneo que surgia ali, naquele ambiente totalmente impropício.

A volta, correndo, rápido. Mais uma vez, Fuinha e Cartola arrastando Xyxyryca.

Na saída mais um louco... E aí cara??

Rápido, rápido, rápido. Enfim, pontuais como sempre.

Alguns minutos depois:

-Ei muito boa a visita hoje!
-Demais,tou esgotada!
-Silvanaaa, uma agua e um nescauzinho.
-Água Silvana, água!
Tou lascada, minha aula do Marcelus.
-Tu vai ser esganada.
-Pois é, eu sei. Ai meu Deus.
-Vai logo, vai.
-Tou indo... oops mó barulho na minha sala.
Vou correndo pra aproveitar...
-Tchau-Tchau.

Na sala:
"As camisas do bichurrasco serão..."
Ei cadê o Marcelus? Chegou ainda não.

Mais alguns minutos:
"Gente, desculpe mas eu tava numa reunião do departamento..."

Existem dias que começam mal, mas basta um pouco de alegria para modificá-lo totalmente, tudo flui ao seu favor, tudo parece dar certo. E são esses dias inesperados que se tornam simplesmente perfeitos.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Brincante

Brincava já grande
com as crianças

Até sobrevir as rodas
Quando
então
passou a brincar de roda



Mas
se foram os braços
E se meteu a brincar de guia
Era guiado o tempo todo
por um bando de moleques

E sorria!



A roda acabou
Lhe tiraram as rodas

E teve de parar

Inventaram de inventar nova brincadeira
Que era a dos olhos

Seus olhos eram detetives sem par

Abertos. Fechados. Abertos

Comandavam
os moleques
a dançar



Ficando depois cego
Teve medo de ficar
sozinho
Mas
quão grande alegria
Não deve ter ele sentido
Quando
todo desprevinido
Sentiu milhões de toques vizinhos
!



Morreu
então
o bricante

- Enfim e sem pressa -

E como se esperassem algo
Sentados
passaram a bater palmas
Para uma alma que girava

De pernas saltitantes e braços soltos

Olhos fulgurantes
e
tronco mamulengo

A brincar e brincar

Levando ao delírio
um bocado de moleques.

Allan Denizard