domingo, 31 de maio de 2009

sábado, 23 de maio de 2009

FuxYrYco


A pedidos da TICI, eis aqui seu afilhado!



domingo, 10 de maio de 2009

O que é o Y?


Calygrafya...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Sobre a Realydade das Coysas

Os Doutores Palhaços estiveram em Fortaleza! Tinham parceria com os Doutores da Alegria quando estes ainda estavam no Rio. Fundaram o Grupo de Teatro Roda Gigante(1) e inventaram o espetáculo "Inventário". Fantástico! Que graça e que crítica!

Na peça, misturaram com destreza as doçuras do relacionamento com as crianças, os percalços de um ofício que não é só flores, a crítica a palhaços de hospitais bem intencionados, mas insensatos, e a denúncia ao descaso com a saúde pública geratriz de profissionais frustrados e desumanizados.

Ao final do espetáculo, tivemos o prazer de ouvi-los responder às nossas perguntas. Respostas polêmicas que comentamos aqui particularmente duas.

Confessamos que por aqui éramos palhaços de muito improviso. Aprendemos a ser assim. Não tínhamos o palhaço como profissão e revelamos nossa falta, muitas vezes, de “cartas na manga” para sairmos de ou entrarmos em situações difíceis.
A
Responderam que o treinamento era necessário. Eles tinham reuniões semanais com trocas de experiência e auto-capacitação, estudando também teorias que lhes fizessem entender o significado do trabalho deles. Falaram que era ciência o que faziam.

Em um documentário recentemente divulgado, já tinha ouvido a afirmação e re-afirmação dos Doutores da Alegria em querer deixar claro que fazer o que faziam não era só inspiração e dom, mas engenho e esforço. Não era mágica.
A
Essas falas seguem um discurso de uma civilização moderna que quis romper com um antigo regime de privilégios divinos (pré-moldados) e sangue azul para fazer surgir a democracia do mérito. Mais importante que a revelação era a experimentação racional da natureza. E como símbolo dessa emancipação: a ciência.

Percebemos, contudo, que a ciência, embora revolucionária e criadora de uma nova forma de lidar com a realidade, se tornou tirana da verdade e, democrata que era, passou a assumir o poder sobre o que deve ser e o que não deve ser o que se vê, ou pior, o que se vive. Alertou um dia Cecília na sua Anatomia: “E’ triste ver-se o homem por dentro: / Tudo arrumado, cerrado, dobrado/ Como objetos num armário.
A
“A alma, não.”
A
Porque palhaços teriam essa pretensão de querer ser científicos se eles têm mais que isso: arte?

O cotidiano da nossa ciência revelou-se a serviço da manutenção de uma realidade já vista. Uma realidade que havia sido descoberta com a ousadia de seres inspirados que deram pulos mágicos para alcançar a originalidade. A ciência só veio preencher os espaços que separavam o gênio da média da humanidade.
A
A arte – e o gênio é artista – não prova realidade nenhuma. Materializa uma realidade que ainda não existia, mas que o espírito entrevia nas malhas de seu coração.
A
A segunda crítica vai a como alguns deles abordaram a identidade do trabalho que exerciam no hospital.
A
Quando lhes perguntavam, numa abordagem bem monótona, se achavam, sim, que a alegria era o melhor remédio. Respondia-se que não. Que o melhor remédio era ter remédio no hospital, ter exame no hospital, ter papel para enxugar a mão no hospital. Quando lhes perguntavam se o palhaço era figura essencial no hospital. Respondia-se que não. Que em um hospital bem administrado, com profissionais bem remunerados e com pessoas que fizessem bem o seu trabalho, o palhaço não precisava entrar. E quando lhes perguntavam se eles estavam ali para dar amor. Era dito que não. Que o médico estava para dar a medicina dele e eles, a arte.

A nossa Dra. Tampinha, em uma conversa particular, havia concordado que eles haviam dito certo para a realidade deles. Contudo, para nossa realidade de meros estudantes metidos a palhaços, o amor, já que nossa arte é pífia, era ferramenta primeira. E última.

O amor, todavia, é ferramenta primeira, e última. Para qualquer realidade!

Luc Ferry, filósofo contemporâneo francês, escavou uma pesquisa feita pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) daquele país, revelando que “mais de 50% dos franceses fizeram doações em 1994, chegando a um montante global de 14,3 bilhões de francos, o que representa um aumento de 50% se comparado com 1990”(2). Um quarto dos doadores era isento de imposto de renda, só para acrescentar a imagem da caridade per se e não pelo desejo de desconto fiscal.

O que pareceria, a priori, o aumento da caridade no mundo, analisa Ferry, pode não representar bem a essência do amor. É fácil que uma população razoavelmente estável dê um pouco do seu excedente para somar bilhões sem nenhum sacrifício. A força da parábola de Jesus sobre a viúva que deu de si o que lhe faltava sobrevive como um arquétipo da humanidade que quer mais do que esmola para amar dignamente o próximo.

É verdade que precisamos de meios materiais para realizar um trabalho digno. O que sentimos, de outro modo, é que isso não basta. Não nos basta realizar uma boa medicina ou fazer rir com boa arte, se não tiver amor...
A
Não deveríamos, junto com o governo de privilégios, ter jogado fora tudo o que nos escapasse o controle (o crepúsculo dos ídolos). O amor é dessas realidades arredias que nos surpreende apaixonados e nos faz realizar coisas irracionais, mas cheias de graça. Há amor no palhaço. O amor é desses espíritos que nos tomam e nos fazem cuidar do outro sofrido. Há amor na medicina.
A
Se somos movidos com razão para a construção de um mundo melhor, com não menos razão nos entregamos a essa luta por amor.
A
De outro modo, citando a palhaça do grupo Dra. Leonoura: "Hay que pegar la veia, perder la ternura jamás!".
A
(1)
(2) FERRY, Luc. trad: Jorge Batos. O Home Deus ou O Sentido da Vida. 2ª edição. Rio de Janeiro: DIFEL, 2007.


Allan Denizard

domingo, 5 de abril de 2009

O número 11

Meu primeiro Relato de vysyta público... então tenham paciência comigo... =]


Segunda, dia de Vysita!
A Marmota e o Gagologo foram na frente pra não atrasar, e a Patolina ficou pra esperar a Aspirina...as atrasadas saíram da palhaçolândia correndo os 100 metros rasos! :P
Ai la na entrada do HU tinha uma menininha levando a mãe pelo braço... as palhaças conversaram, pegaram dicas de cabelos com alguém nas escadas e quando sobem... vixe! Ai que susto! A menininha aqui também! Ta dando copia! Será que tem mais espalhadas pelo hospitaaal? Vamo procurar, Patolina, vamo!
E corre, e corre, e corre...
- La vem as barulhentas..
- Noooos, barulhentas? Tu é barulhenta, Aspirina?
- Eu nãaao! Tu é, Patolina?
- Eu tbm não... acho que não era com a gente não...hihi
Alguém da enfermaria da endócrino chama pra gente falar com uma bebê... uma bebê maior que a gente!
- Essa é a bebê da gente aqui..
- Viiiiixe! Essa bebê da trabalho pra botar no colo nééé! =) A bebê foi bem receptiva com as palhaças...
E enquanto isso, já tinha umas dez rostinhos de criança espiando pela porta. Uma carinha já conhecida foi logo me desafiando pra correr a trás dela... eu te peeeeego, Paloma! As mães adoraram ver a palhaça correndo de um lado pro outro sem conseguir pegar a Paloma. A Aspirina nãoachou nenhuma graça nisso..
- Eeeeei, teu sapato ta errado! Tu calçou o par errado! - Crianças
- Seeeerio?!!!! Nacreditonãaaao! Então, então, então... CADê MEU SAPATINHO certoo?? – Aspirina.
- Peera, eu vou te ajudar a procurar!
- Huuun, tu vai ser meu assistente?
- Unrrum!
- E como é teu nome?
- Sei la!
- Huuun, ta bom, Sei La! Ta contratado pra seu meu assistente! Vamo procurar!
- Vamo, vamo!
Procuramos dentro do lixo, debaixo dos leitos, debaixo do suvaco das mães, dentro do vidrinho de álcool, dentro dos prontuários, e nada do sapato...
- Vamo procurar La na sala dos brinquedos!
Quando chego La, mais um rostinho conhecido! Não, não era o Ronaldinho, era o Romário!
- Romaaaaario! Tu lembra de miiim? A gente brincou do Capitão Jack contra o Transformer!
- Lembrooo! [Sorrisão!]
E ai, de repente, todas as crianças foram chegando e chegando e de repente não mais que de repente a gente já tinha gente suficiente pra fazer uma banda! Ebaaa!
- Gente, todo mundo tem que participar!
- éé, e quem não toca dança viu, Aspirina! Hihihi – Patolina.
E a banda se formou:
- Na sanfonaaaa: Palomaaa!
Nos pandeiroos: Julio (bem pequeninho, do tamanho do pandeiro!!), Patolina e Romariooo!
No Tambor: Igooor!
Nas guitarras: Gardeeeel!
Nos birimbelinhooos: Ana!
No tambor com as mãaaaos: Sei La!
E quem sobrou pra dançaaaar foi a Aspirina...
E um, dois, meia e já!
Ficou lyyyyndo! :~ Estavam todos tão participativos!
Depois chegou o Gagologo e a Marmorta, os dois todos marmotentos, não conseguiam passar pela porta, não cabia os dois! Depois de alguns minutos de dificuldade eles passaram e vieram fazer parte da banda tbm... ai a banda se formou de novo e cantou o grande hit “Beijinho Doce”...cantou dentro dos limites do conhecimento da musicas pelos payaços, que não La dos maiores...:P

Ai la veio o Romário e deu uma batidinha nas costas da Aspirina.
- Romaario? Foi tu?
- Fui eu! Mas tu nem ta me vendo...
- é mesmo! Vaaalha, eu nem to te vendo! E agoraaa? Cadê tuuu? Tu virou invisiiivel? – E procura e procura, procura atrás da porta, embaixo do sapato, dentro da casinha de boneca...
- Eu to aquii, bem atrás de ti!
- Bem atraas? Não to vendo! – E procura nas costas, rodando, rodando, rodando... ah! Deve ta grudado no jaleco! Tira o jaleco pra procurar o Romário!
- Nem te achei, Romário! Aparece logooo!
- Pliiiiim! Agora tu pode me ver!
- Aaaaaaaaaaaaaih Romariozinho! Me da um abraço, que eu tava era preocupada contigo, não some mais assim não viu...! Ora mar mininooo! =)
Ai ele ficou 2 minutinhos parado, enquanto a Aspirina batia um papo com o Sei La e o Gagologo, e la esta ele de novo chamando a Aspirina! Vixe! O Romário ta do outro lado da porta de vidro! E agora não da pra gente se falar! So com gestos... ai ele botou a mãozinha pequeninha aberta no vidro, e a Aspirina entendeu a dele e colocou a mãozona no vidro tbm... e elas se encaixaram! Ai ele encostou a bochecha no vidro, e Tham! Ganhou uma beyjoca da Aspirina! Oops, sujou o vidro da sala de brinquedos... limpa logo com o jaleco antes que alguém veja! hihihi

[ Pausa dramática: Eu sinto uma coisa tão boa no Romário...ele é uma criança muito especial...não que as outras não sejam, e são, mas eu acho que Romario e a Aspirina tiveram uma conexão muito forte. Essas coisas acontecem as vezes na vida, essas conexões aparentemente inexplicáveis... e ele ta sempre inventando jogos.. nem precisa se preocupar em tentar criar alguma coisa com ele, em tentar ser palhaço, é so entrar na viagem dele. Na ultima vez que ele estava internado, há alguns meses, a gente passou muuito tempo viajando, falando da CSA dele que tinha as paredes de biscoito, os degraus de doce de leite e o telhado de pedacinhos de morango, e fazendo um duelo cheio de dialogo dos dois bonecos-companheiros dele, o capitão Jack, do bem, e o Transformer, do mal. E no fim das contas o Capitão Jack nem precisou destruir o Transformer, porque o Transformer virou bonzinho! :~ E eles dois, o Capitão Jack e o Transformer ficaram super amigos da Aspirina e da Marmota! ]

Eitaaa, hora de ir embora! Já estão chamando a gente de volta pra Palhaçolândia! Vamo vamo, arruma as trouxas e vamo!
Espeeera, a Cintia ta terminando um desenho que vai dar de presente pra gente! Obaaa! Tem o Gagologo, a Patolina e a Aspirina! :~ E a Cintia foi super generosa, nos ficamos até bonitos no desenho! :P
Agora siiiim, hora de ir! E tem coisa melhor que ir embora e ser deixado na porta por tantas carinhas sorridentes pedindo pros payaços prometerem que voltam?
So mesmo o Romário chamando a Aspirina, pra contar so mais uma coisa, bem baixinho...:
- Ei Aspirina, eu vou dizer pro Capitão Jack e pro Transformer que tu veio aqui hoje, ta! Eles vão gostar..!
- Obaa, ta bom! Manda um beijão meu pra eles, viu..! =)

Um beijão pro Romariozinho, onde quer que ele esteja agora... e que ele esteja Yluminado...

Dra Aspirina

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Com Coração Levy

Lendo as declarações que a Carlota fez, me veio a mente bem rápido o Peter Pan.

Não sei se vocês já notaram, mas ele é um garoto um tanto malvado. Diverte-se com a possibilidade de matar piratas. É um perfeito tirano com os meninos perdidos. Ama Wendy, mas não confessa. Pede para contar histórias suas para se gabar e ser louvado. Esquece as coisas que poderiam fazer as pessoas felizes se ele se lembrasse, mas é amado por todo o Nunca.

O final do livro de James Barrie é de uma poesia sem par e termina com a mesma expressão que a Carlota usou para falar de si:

"Quando você olha para Wendy, você pode ver seu cabelo ficando branco, e ela ficando pequena de novo, por tudo isso ter acontecido há muito tempo. Jane é agora uma adulta comum, com sua filha chamada Margaret; e em toda faxina da primavera, exceto quando ele se esquece, Peter vem para Margaret e a leva para a Terra do Nunca, onde ela conta histórias sobre ele para ele, as quais ouve ansiosamente. Quando Maragret crescer, vai ter uma filha, que deverá ser a mãe de Peter por sua vez; e assim continuará sendo, enquanto as crianças forem alegres e inocentes e sem coração."

Uma tradutora do livro aqui no Brasil não gostou desse final e o modificou. Achou demais cruel, depois de tanta aventura, dizer que as crianças são sem coração. Então, deu-se a permissão para terminar assim:

"... e assim continuará sendo, enquando as crianças forem alegres e inocentes e de coração leve."

Leve como as bolhas que já muito soltamos, não é palhaços?

Até a próxima faxina de primavera!


PS.: Não sentem uma certa vontade de voar depois de colocar o nariz para voltar a ser pequeno e não mais crescer - por alguns instantes. Nuncalândia, Palhaçolândia... para chegar a elas eu sempre senti que era só ir direto na primeira ou segunda estrela que aparecer ao norte ou ao sul, sempre em frente.

Allan Denyzard

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

SAUDADES

Olá pessoas, td bem??? Tou vendo esse blog muuuuuuito parado e como faz tempo q eu não escrevo... tou vindo aqui fazer a minha parte.

Mas sobre o q escrever, tou de férias, sem visitar, sem poder dar nenhum relato, então resolvi fazer aqui algo mais pessoal.

Tipo, é estranho me ver aqui parada, em frente a uma janela em branco do Word, sem saber o que expressar, eu q sempre fui de escrever textos enormes que ultrapassavam o limites de linha permitido da redação, mas principalmente, sem saber o q falar desse projeto que é tão significante pra mim.

Mas tão importante, não por tudo que eu jah fiz nele, não pela sua belíssima filosofia que me conquistou, tudo isso não é o suficiente. Sabe aquela sensação que lhe dá, qnd vc ta super cansada e vc se lembra que tem reunião do Y e fica feliz??? Mas parando pra pensar, pq eu ficaria feliz, se eu almoçaria mais uma vez correndo, discutiria várias burocracias e arranjaria mais coisa pra fazer???

Quem não conhece o Y, me internaria agora. Mas só um Ypsloniano, entenderia a diversão que tem por trás de tudo isso. E eu não digo diversão só porque nós somos um bando de doidos e pq nós apontamos os defeitos do outro e ainda rimos dele, mas acima de tudo, nós somos um grupo de amigos.

Aí eu me lembro da Kakys chorando na sua despedida (ooops, tornei publico, sinto q vou apanhar) dizendo q a ficha da Mya não tinha caído ainda, e depois de vê-las, agora como internas, minha ficha caiu.

Amanhã eu vou pra minha primeira reunião de planejamento, sem as duas como membros efetivos, eu sei que as sextas-feiras agora, não terão mais a presença delas, e agora eu vejo que o Y pra mim, tah um pouco menos divertido.

Assim, nos meus 2 anos de projeto, já era para eu ter entendido a saudade que deixam aqueles que saem. Então, lembro da Mya me enchendo de coisa pra fazer, me escolhendo sempre como corna, da Kakys brigando preu calar minha boca e me convencendo não sei como, a fazer as coisas de interesse dela. Óbvio que eu não posso esquecer a Keka, com qm eu não tive contato muito no começo, mas que depois junto comigo e com a Loh, fez aquela época em q eu a quinta-feira era sempre o dia mais legal da semana. Aí eu vejo que de todos os outros integrantes que saíram eu nunca tive tanto contato como eu tive com essas três.

Todas elas me receberam no projeto, me fizeram sentir integrante do Y, foram minha referência e se tornaram minhas amigas.

Tipo a saída da Janine e da Mirela do projeto, foram normais pra mim, elas eram minhas amigas desde o colégio, sei que posso falar com qlqr uma a hora que quiser e que as encontro o tempo todo fora da faculdade.

Kakys, Mya e Keka, contudo, eu conheci na faculdade, através do projeto e agora não vejo outro ambiente que eu as pertubaria sem ser a Sala do Y.

É eu não sou uma pessoa que gosta de falar dos meus sentimentos, e agora com a saída da Kakys, eu sei que sou a pessoa mais chata do projeto, e apesar de toda a minha fama de ser sem coração, eu tenho de admitir que vou sentir muito a falta dessas três e eu desejo, lá vem meu egoísmo, q um dia eu signifique pra algum Ypsiloniano, o q elas significam pra mim.