sábado, 21 de maio de 2011

RebYs e Pipoca

Certo estava aquele que proferiu: Nem só de alegrias viverá o palhaço. Acontece que hoje o nariz pesou, a maquiagem derreteu e o coração apertou.

Disseram-me uma vez algo como que o acontecimento de uma simbiose mágica e praticamente instantânea entre o clown e o sujeito não clown. Um entrelaçamento de identidades, quando um mostra o que o outro é, enquanto o outro, quando outro, esconde. Uma coisa assim, tão assim, que as fronteiras de cada um começam a se esfarelar, os contornos vão ficando indefinidos, fraquinhos, desalinhados, cada vez mais tênues. Aí o que acontece é que o sorriso de um, vira o sorriso de dois, as brincadeiras de um, as brincadeiras de dois. E, dessa forma, os corredores e as enfermarias vão sendo perpassados por uma figura serelepe, travessa, alegre e colorida, exteriormente simples e bem delimitada. Mas ah se soubessem do processo todo, da fusão mágica que acontece entre, por exemplo, a RebYs e a Drª Pipoca! Aí sim os olhinhos ficariam ainda mais maravilhados. Aí sim o espetáculo seria mais bonito, aí sim, aí sim. Talvez essa parte do show não possa ser claramente demonstrada. Mas, pensando bem, na verdade, eu não sei. Talvez algo escape e, talvez de novo, seja exatamente esse algo fugidio o responsável pelos sorrisos, e eu é que não sei e fico achando que são meus encantos palhacionais que tornam as coisas mais felizes. Isso é algo a se pensar. Contudo, o que realmente me inquieta, agora, é o grau de intensidade, de imbricação entre o clown e o não clown. Diante de uma situação bastante triste e tensa, a Drª Pipoca não conseguiu sustentar o peso da contradição de sua figura dentro do hospital e tirou o nariz. Foi sim, foi sim, ela confessa (ou condena): RebYs tirou o nariz da Drª Pipoca dentro do hospital! E as duas agora não sabem exatamente dizer se o que aconteceu naquele momento foi uma falha na transferência da seriedade da RebYs para a Drª Pipoca ou se, na verdade, a Drª Pipoca nem precisava dessa parte da RebYs porque ela também tem uma partezinha assim dentro dela, mas, naquele momento, ela não soube encontrar. Deve ter até procurado, mas não encontrou e, diante da urgência do momento, não havia tempo para buscas de seriedade em meio àquele vestidinho amarelo de São João e dentro dos bolsos do jaleco. Foi aí que a Drª Pipoca pediu penico e disse: RebYs, vai você segurar a mão dela porque, sem a seriedade, que eu não encontrei dentro de mim, fica difícil sustentar tanta contradição! E a Rebys, confusazinha, tirou o nariz da Drª Pipoca, o seu gigolé, e assumiu o posto. Aí, ficou uma coisa assim, confusa, sabe! A RebYs e a Pipoca são uma só? A RebYs e a Pipoca são duas que, quando estão em sintonia, funcionam como uma só? Ou, na verdade, a RebYs complementa a Pipoca e a Pipoca complementa a RebYs, havendo, assim, um espaçozinho, ainda que pequeno, entre a RebYs e a Pipoca? Em minha opinião, eu não sei! Só sei que, em meio àquela angústia toda, foi bom sentir que a RebYs podia ajudar a Pipoca, oferecendo a ela o que ela não pôde encontrar naquele momento e, dessa forma, retribuindo um pouquinho de todas as incontáveis benesses que a Pipoca vem oferecendo a RebYs no decorrer desses quase dois anos.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Mãytrona




Dêem uma olhada no eyxo Paytronos logo na coluna ao lado desse bloguy que vocês vão encontrar pessoas que vestem a nossa camysa (ou nós vestimos a deles). Dêem só uma olhada em uma das cartas que Madre Tereza escreveu em vida:

- Todos os domingos, visito os pobres das favelas de Calcutá. Não posso ajudá-los, porque nada tenho, mas vou levar-lhes alegria. Da última vez, vinte pequeninos estavam ansiosamente à espera da sua "Ma". Quando me viram, correram ao meu encontro, até pulando com uma só perna. Entrei. Naquela para - que é o nome que se dá aqui a um conjunto de casas - lá viviam doze famílias. Cada família dispõe de apenas um quarto, com dois metros de comprimento e metro e meio de largura. A porta é tão estreita que eu mal consegui entrar, e o teto é tão baixo que não me permitia ficar de pé. [...] Já não me surpreende que as minhas pobres pequeninas gostem tanto da escola, e que tantas sofram de tuberculose. A pobre mãe [da família que ela foi visitar] não proferiu uma palavra de queixa pela pobreza em que vivem. Tudo aquilo era muito doloroso, mas ao mesmo tempo fiquei muito feliz por ver que eles ficam felizes com as minhas visitas. Finalmente, a mãe me disse: "Oh, Ma, venha nos ver outra vez! O seu sorriso trouxe o sol a esta casa!"


... porque nada tenho, mas vou levar-lhes alegria! (chamo atenção novamente ao nariz... eles sempre denuncyam)

sexta-feira, 18 de março de 2011

silêncio.

Às vezes a gente procura alguma palavra para expressar determinado sentimento, determinado momento. E demora a achar, ou muitas vezes nem acha. Às vezes a gente fala demais quando o certo deveria ser somente a observação. Às vezes as palavras estragam tudo.E às vezes surge um pequeno ser para ensinar-nos uma lição tão clara, que vez por outra a gente faz questão de esquecer.
Para que palavras quando se tem os dedinhos da mão balançando freneticamente tentando dar conta de tantas bolhas de sabão e tanta felicidade? Para que palavras quando um dedinho percorre o rosto daquele outro, pega um pouco daquela maquiagem e passa no seu, gerando um sorriso de satisfação? Para que palavras quando se tem aquele olhar inocente que parece invadir o lugar mais profundo do seu ser? Para que palavras quando esse olhar parece entender exatamente o que se diz? Para que palavras quando se tem um sorriso sincero e singelo? Para que palavras quando o olhinho brilha, a boca não consegue disfarçar um sorriso e a mão teimosa insiste em se despedir?
Para que palavras quando o silêncio fala muito mais que todas elas?



Dra Nyna Strikynyna Esmeraldyna.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dia de Marília

A long, long, long, long time ago!


Hoje a visita poderia ter sido do Manuel, o menino que se diverte com um aperto de mão mega-ultra-hiper-moderno (tapa, murro, cotovelada, bundada, e volta ao início); Poderia ter sido do Vítor, o menino quieto, um tanto emburrado, que se mostrou o maior fazedor de bolas de sabão do universo (tchram!!); Poderia ter sido da Luana, banana, montana, ou tantos outros nomes que ela me falou; Poderia ter sido da Diana, a menina que se empolga com o tambor e toca que parece gente; Poderia ter sido da Gabriela, menina gasguita, das calças amarelas, que grita que só ela, corre feito uma gazela, e que tem um gato com nariz vermelho que não é um PALHAAAAAÇO ("É só um gato, palhaço BURRO"), ou poderia ter sido do Francisco wesley, que eu ainda não sei se o Francisco tá em cima ou se é o Wesley que está embaixo; ou até poderia ter sido o DIA DAS MÃES (coisa que essa palhaça que vos fala só lembrou quando viu um coração enorme na pediatria), mas não hoje não foi o dia de nenhum deles...

Hoje foi o dia de Marília!!!

(Recapitulando)

Antes visita haviam feito um pedido (ou dado uma ordem): "Visitem a Marília!" A resposta, um NÃO, mas o pedido foi explicado e na cabeça surgiram várias ?????? "Tá, a gente visita, mas vou fazer o que?"

(recapitulando II)

A Marília tem uma história difícil. Marília não resposndeu em nenhuma das visitas, nenhum contato, nenhuma resposta. Marília não interage, Marília se isolou do mundo pois o mundo se mostrou pra ela com sua face ruim. Mundo ruim de se viver, nada bom de se conhecer. E talvez no seu estado de catatonia, no seu mundo (só dela) paralelo, ela encontre algo melhor. Até onde eu sei, Marília teve sua vida mudada logo as 13-14-15 anos. Cedo ela teve que encarar o lado ruim da vida. Perdeu a mãe, pelas mãos do pai. perdendo assim o pai também. E logo hoje, no dia das mães, a visita foi dela. (irônico, não?)

Talvez tenha sido mais fácil 9foi mais fácil) por ela já estar desperta. Um caminho apareceu, caminho que através da música (que alguns chamam apenas de barulho), danças malucas e palhaças surtadas fez aparecer "um sorriso", uma interação. Dança que fez entrar na dança, Sorriso que tirou sorrisos, abraço que ganhou um abraço (eu ganhei um abraço, e o dia, e o mês, e um monte de coisa pra pensar). E olhares, troca de olhares...significam tanto né?

No fim?
O dia foi dela, não podia ser diferente, mas ainda é difícil falar de Marília, é difícil falar alguém que já sofreu tanto. Alguém que por sofrer se isola e "ao se isolar" é "obrigada" a lembrar e quando lembra...sofre. Jamais vou conseguir entender a dor de Marília e talvez por isso seja tão difícil e contraditório falar de felicidade ao ver a reação num rosto de alguém que perdeu tudo.
É uma benção poder proporcionar um minuto, um momento de algo bom a alguém que tá tentando esquecer tudo.
Será que por alguem segundo ela esqueceu? Vou sempre me perguntar isso.

O que fica?
Uma lição de vida, e uma dúvida: será que ela quer sair do mundo que ela criou pra enfrentar esse mundo que nem sempre é feito de maquiagem ou balões? esse mundo que principalmente pra ela não foi tão belo assim?
Será?

...

É, podem ter sido ditos vários "feliz dia das mães, dos pais, dos filhos, dos tios, dos palhaços, de tudo que é coisa", mas definitivamente o certo é "Feliz dia de Marília"...é, dia de Marília.


Lorena William (Dra. XyXyRyCa)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Hoje tem visita! Já reagi a esse pensamento de tantas formas diferentes... Correndo entre minha casa e os campi, passando tempo com amigos ou namorada, pertubando os vizinhos tentando aprender a tocar bateria e até vivendo no meio de tudo isso. Quantos 30 minutos teriam passado desde a última visita até 30 minutos antes dessa de hoje? Difícil dizer. O fato é que o humor variou muito nesses tempos e estar “louco pra começar logo” ou “nem tão afim assim” não muda muita coisa, pois já passou da hora de começar a se arrumar. A roupa e a maquiagem não é a que eu idealizava, talvez nunca seja... enfim: -Boh simbora boh que nós tâmo atrasado!

Humanizar, horizontalizar as relações, melhorar o ambiente hospitalar. Com o tempo essas diretrizes tem se incorporado as minhas crenças mais firmes, sem dúvida. Mas a impressão que tenho é que sempre vai haver uma pontada de insegurança: - Meu Deus, quê que eu to fazendo aqui!? Meus amigos nunca riram muito das minhas piadas... e se não der certo hoje? – Te vira, Birimbelo! Qualquer coisa bota a culpa nos loucos que te selecionaram!

Tentamos então distrair, interagir, fazer rir: acompanhados, acompanhantes, cuidadores, guardas, mulher dos bomboms... Assim, como se fosse a coisa mais fácil do mundo. E quantas vezes não é nem um pouco fácil, hein? Mas, penso que mesmo quando a tentativa é frustada, quando aparentemente somos rejeitados, a mera tentativa de trazer a tona, por debaixo de tamanha carga de sentimentos ruins, um sorriso, será sempre louvável.

Mas de vez em quando tem Aquele Momento. Aquela hora que você brinca com qualquer coisa e sente os olhos a sua volta, falando com você. Eles anseiam por sua próxima ação, pela sua aproximação, de fato. E você, o que faz? Bom, ser você mesmo (você-Seu-palhaço) nunca foi uma opção tão boa, talvez simplesmente porque não exista outra mesmo...

E para a sensação que sentimos quando conseguimos realmente interagir com os pacientes ou acompanhantes, sentindo que eles estão curtindo de verdade, existe alguma palavra que explique de forma mais precisa do que inexplicável? Creio que não... Na capacitação, fomos orientados: “o palhaço sente todas as emoções no último nível, sempre no máximo, e com o corpo todo!” É engraçado como essa informação é automaticamente incorporada (de fato) à atitude do Ipsloniano na visita. Imersos num enovelado de euforia e energia que emana de nós palhaços e dos rostos que nos olham (ah! Como eles só precisavam de um toquezinho para emanar essa energia...), é fácil sentir e fazer tudo “no máximo”, simplesmente porque alí estamos nos fazendo intensidade, sendo ela. Não poderia ser diferente. Não quando feito com amor, de ambas as partes.

Então é isso: o quarto da enfermaria está preenchido totalmente por um ar que nitidamente já não é mais transparente: -Num tá vendo? – o ar está denso de tantos sentimentos leves e belos, não mais de tédio, desconforto e dor. – O Chefinho tá chamando! – despedidas rápidas disfarçam a falta que aquele momento vai fazer e a imensidão que ele representa. Sala do Y, paninhos umedecidos, roupa umedecida (por um líquido não tão cheiroso, é verdade), coração vazando de sentimentos positivos, tempestade de felicidade. Pena que acabou. Festa, por que semana que vem tem de novo.




Esse texto é do meio de 2009. Tava mexendo aqui e o encontrei. Resolvi postar. Beijos!
Humberto Miná (Dr. Birimbelo)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Deixa eu brincar de ser felyz, deixa eu pintar o meu naryz."

Sabe a sensação de que você finalmente encontra seu lugar ao sol? Um lugar no qual você não se sente uma estranha, uma estrangeira. E nesse lugar existem pessoas iguais a você; estranhas e estrangeiras. Pessoas que sendo iguais são muito diferentes. Diferentes a ponto de se completarem e formarem algo, a ponto de dessa forma surgir algo muito bonito. O que você julgava utópico, que você não compartilhava com ninguém e encontrava tradução em algumas músicas? Existe. E esse algo (comprovado através de depoimentos e expectativas) mantém muita gente firme no caminho, seja esse caminho qual for; o de uma vida acadêmica ou o de uma vida mesmo. Isso mexe com você. Isso faz você acreditar que vale a pena seguir nesse mundo maluco.
É incrível o efeito que já causa em mim, apesar do pouquíssimo - íssimo - íssimo - íssimo (...) - íssimo tempo. Um sentimento de que nem tudo tá perdido, nem todas as pessoas são desesperançosas. Um sentimento de que pessoas com um belo ideal existem. Incrível como pessoas que você conheceu e conviveu há menos de um mês lhe olham como se conhecessem você há séculos. Incrível como você pode chamar algo que você esteve duas vezes de casa. Como isso acontece? Deve ser o efeito de um acessório vermelho no meio do rosto, a exposição semanal a uma sala com menos de 3 metros quadrados que abriga corações de mais de 100 quilômetros quadrados e uma roupa branca que serve de fantasia em inúmeras ocasiões. Não sei oque é isso; só sei que traz felYcYdade.

uma gurgulhYnha.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Resultado da seleção do Projeto Y de Riso, Sorriso e Saúde


Um dya.


Esse foi o tempo cedido por cada um para que nós adentrássemos no seu infinito particular. Abriram a porta, nos convidaram para entrar e até disseram ‘sintam-se em casa’. ah! E como nos sentimos.. sentamos no sofá, afrouxamos a calça, roubamos o controle da TV e, com a devida permissão, deliciosamente viajamos sem pressa por caaada um dos canais.. e, até que no fim do dya, na hora do ‘até logo’, parecíamos velhos amigos que há muito tempo não se viam, mas sabiam que chegaria o dia de se (re)encontrar.


Como diria uma amiga, as pessoas especiais acabam se encontrando.. ou melhor, especYaYs. Sim, pois cada um já tem o Y cravado dentro de si, com ou sem nariz, ele já habita em vocês, isso é o que realmente importa, é o que vocês jamais podem deixar que os outros digam o contrário.. Continuem a semear o Y por onde passarem; por onde vocês levarem o seu sorriso, por favor, deixem outros mais.


Escolher os 8 que agora iniciarão sua jornada como drs. Palhaços, enchendo a nossa ‘casa’ de paredes laranjas e travesseiros coloridos de novas e deliciosas gargalhadas, foi um trabalho árduo, por isso a famylya resolveu falar..


Uma filosofia de vida, um ideal, às vezes, nós integrantes do projeto Y, nos esquecemos um pouco da nossa atuação e do papel por nós desenvolvido. Seria um tanto quanto vergonhoso admitir isso perante tantas pessoas que ali nos admiravam, que nos invejam e que tanto se mostravam para poder fazer parte do nosso grupo. Quem somos nós para julgar alguém, nós meros esquecidos. Mas eis que em algum momento, assim meio indeterminado, voltamos ao tempo, lembramos daquela pessoa que um dia esteve naquele lugar, compartilhando os mesmos desejos, um tanto quanto novo, imaturo, mas acreditando ser capaz de mudar o mundo. E ao ouvir de cada um de vocês o interesse pelo projeto, que os fizeram investigar a fundo, olhando Orkut, blog, fotos... nós percebemos que podemos mudar mais do que a realidade hospitalar, podemos, sem saber, mudar a vida de alguém ou pelo menos oferecer a oportunidade pela qual ela ansiava, tendo ainda consciência ou não. Aos incrédulos, que acreditam que a humanidade está perdida, sugiro observar uma seleção do Y. Encontramos almas puras, olhares sinceros e corações abertos. Mais uma vez, perguntamos, como julgar alguém assim. Eu, particularmente, prefiro encarar de outra maneira, não estamos julgando ou avaliando, estamos sendo conquistados, um pouquinho por cada um que sentava a nossa frente. Mas não somos a única maneira de colocar em prática a vontade de que os levou a nos procurar. Mantenham essa vontade viva e busquem uma forma de realizá-la, procurem incessantemente, não desistam, até porque esperamos vocês numa próxima oportunidade, uma fYlosofYa, um Ydeal...
Parabéns a todos.



Carla Oliveira - Dra. Cartola Cambota.



em meio a tantos sentimentos e tanta vontade, eu pude ver em cada um que participou da seleção um palhaço prestes a se libertar ;oD. Fazendo música, trazendo sorrisos, sentindo falta do seu nariz e se conhecendo, durante todo um longo dia, mostrou o Y dentro de vocês. Todos vocês nos desejaram boa sorte para conseguirmos escolher entre tantos candidatos bons, bons não, ÓTIMOS. E ,realmente, foi muito difícil!! Ser Y não é passar na seleção, ser Y é ter essa vontade, essa determinação mesmo quando somos pobres de experiência. É ter a certeza de conseguiremos fazer o que quisermos pela simples vontade de fazê-las.


"Y: Eu sempre preferi o mar, ao céu sabia?

;oD: O mar me assusta um pouco...

Y: Não deveria, é tão simples... É só você não esquecer de respirar...

;oD: Acho que eu não vou esquecer... (Sorri)

Y: Promete que também nunca vai esquecer-se de mim, da gente?

;oD: É mais fácil eu esquecer de respirar.... "

Beta Profice



Humberto Forte - Dr.Azulão ;o).

Domingo foi um dia Y. Dia de brincadeiras, risos, histórias, emoções. Dia de batuques, tapetes, lasanhas, pipoca e violão. Dia de vidas abertas como livros a ser folheados por pessoas, até segundos atrás, desconhecidas. Vidas com sonhos, segredos, medos, ambições e pensamentos tão diferentes, tão únicos. Tudo ali, exposto e na esperança de se tornar Y. Foi um dia difícil. Como julgar pessoas? Julgar? Julgar não, avaliar! E como avaliá-las se elas estavam alí, se expondo, querendo ser Y. Como podemos acabar com sonhos de quem sonha em semear sonhos? Não, os sonhos não se acabarão, porque vimos dentro de muitos um palhaço esperando apenas pelo seu nariz, um sorriso esperando ser sorrido, vimos Ypsilonianos disfarçados em todo canto. Depois de horas lendo redações e currículos incríveis, pensando, discutindo e conversando, escolhemos os 8 novos integrantes do projeto.


PARABÉÉÉÉÉNS E SEJAM MUIIIITO BEM VINDOS A NOSSA FAMYLIA. :o)



Fernando Klein - Dr. Leitão


Desejo a todos vcs um bom regador...


30 de maio de 2010 foi um Lyndo dya, e tudo por que queriam fazê-lo. Durante toda a manhã vimos demonstrações de equilíbrio, garra (mesmo sob sol escaldante), uma flauta muuuuuito doce, uma gaita envolvente, Mickey q o diga, performances eeespetaculares. Foi uma pena o Peter Pan ter tido dor de barriga, esperamos q ele não desista do seu ser Y, mas chooorando se foi quem um dia só me fez chorar aa, chorando se foi e um dia esperamos voltar!
Presenciamos características que não cabiam nos curryculos, temos muito mais combustível para mover nossos sonhos, renovamos nossa energia com tanta animação e ficamos até curiosos com um certo “projeto Z”.
Obrigada a todos que ajudaram a construir esse Dya lyndo!
Aos novos Ynianos, declaro-vos os novos gurgulhinhos, sejam Bem Vyndos!

... para que cultivem direitinho o Y dentro de cada um!


Comprymydos bem apertados

Andreza Liara - Dra. Ameba


é 1, é 2, é 3 e jáaaaaaaaaa!

E foi assim que, em uma tarde do dia 30 de maio, o passado se fez presente. Como já diria o poeta, salvo algumas alterações, o passado deixa marcas que não dá pra apagar, sei que aí dentro... opa! O que interessa mesmo é que foi através dos olhinhos brilhantes; das mãozinhas nervosas, uma agarrada à outra, a esquerda segurando a direita, a direita segurando a esquerda, e dos dedinhos, às vezes tão falantes quanto algumas bocas, dançando no ar e tentando nos mostrar o tamanho do desejo de fazer parte do nosso time, que eu me reconheci ali, naquela cadeira, num passado nem tão distante assim. Mas, mas, mas, o mais fantástico de tudo isso é que, unindo o meu passado com o presente de vocês, eu pude sentir a maravilha de ter nossos corações batendo em um só compasso e ansiando por um mesmo desejo: fazer do mundo um Y do Y que há em nós. Ultrapassando os limites dos parabéns, o que devo mesmo a vocês é um muito obrigada pela confiança e, principalmente, pela renovação proporcionada naquele domingo. Valeu, galera!!

Rebeca Castro - Drª Pipoca


As únicas palavras que se apresentam pra mim no momento são de gratidão. Desejo "do fundo do mais fundo" que há em mim ( =D ) que cada um dos que tiveram a coragem de abrir-se e mostrar-se dessa forma possa se sentir orgulhoso de si. Mais ou menos certos e mais ou menos temerosos pelo que poderia vir a acontecer, os que ESCOLHERAM participar desse "intensivo" de vivências e contato que é nossa seleção, merecem minha profunda admiração. Querer entrar no Projeto Y é identificar- se com o que ele possui de mais belo. É optar, dentro do universo acadêmico, por algo maior que "bolsas" ou atividades extras no currículo. É acreditar na força que o contato, a entrega, e o amor têm de transformar os ambientes em que existem humanos. Acreditar na magia, no indescritível, no transcendente que se apresenta nas relações humanas. É acreditar na possibilidade de serviços de saúde mais humanizados, o que pra mim é na verdade perceber os que sofrem como pessoas, em toda a completude que tal palavra pode expressar. Completude a qual devemos reverenciar e tentar aprender algo com. Completude que se faz simples no entendimento de que somos todos iguais. E se "só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos", que os que fazem parte da nossa família Y, integrantes ou não, possam continuar levando aos que os rodeiam e dando a si - próprios a oportunidade de "ser o que se é", portanto, possam continuar amando.
Obrigado por me ensinarem tanto,


Humberto Miná - Dr. Birimbelo



Tem uma coisa que acontece no coração da gente quando ele bate em Y. É como se ele batesse em canção, batesse crescendo até quase sair do peito, é como se ele quisesse sair da gente e se entregar pro mundo, pro mundo inteiro, pro mundo de cada pessoa ao nosso redor. Tem uma coisa que acontece na alma da gente quando nos vemos cercados de Y, é como abrir a janela e deixar o ar entrar, fica tudo renovado, tudo fresquinho, tudo pronto pra acontecer. Foi assim que eu me senti um tempinho atrás, quando eu mal sabia o que era Medicina, mas já sabia o que era Y – éramos nós, todos aqueles candidatos que conversavam e riam como amigos de sempre, tendo acabado de se conhecer. E são vocês, todos vocês, seu samba de roda, sua risada, seus pés na grama. São todos vocês, mas então restaram 8, porque tem que ser assim, mas o sentimento dura, não dura? Pra canção continuar, pro mundo se renovar o tempo todo, o sentimento dura em todos nós.

Aos aprovados, mal posso esperar para vê-los todos, oficializados, apertadinhos com a gente naquela salinha da esquina, multicolorida como o grupo que suas paredes guardarão. Lá, entre tintas e narizes, nos encontraremos. Sintam-se em casa, tirem os sapatos, fiquem à vontade: nosso lar acaba de ganhar mais oito moradores! De todo o meu coração, sejam muito bem-vindos :o)

“Fundamental é mesmo o amor – é impossível ser feliz sozinho”.

Paytrix - Dra. Patolyna




Eu ganhei um domingo. Tinha mil e uma coisas pra fazer, mas resolvi ficar o domingo todo, mesmo não participando da seleção, pois o Y tem disso, tem essa magia de fazer a gente esquecer do tempo e apenas aproveitar o que lhe é ofertado ali e agora. Cada pessoa com seu jeito singular, suas mirabolantes histórias e seu jeito colorYdo de ver o mundo me ensinaram muitas coisas e me senti renovada depois que vocês deixaram, cada um ao seu jeito, um pedacinho de si em mim.
Aos que não conseguiram dessa vez, não desistam e continuem regando essa plantYnha dentro de vocês; Aos que foram aprovados, bem-vyndos à famylya e apenas se deixem apaYxonar
.


Limão - Dra. Limão


Quero dizer um graande "muito obrigada" a todos que participaram da seleção por nos deixar mergulhar assim na intimidade de cada um. Obrigada por nos deixar ver aquele brilhinho nos olhos que ja fez e faz de vcs todos Y. Agora os nossos brilham mais ainda. Agora me sinto renovada e conectada a todos e cada um de vcs... A vida é mesmo feita de encontros, e esse domingo aconteceram encontros lYYndos! Foi um bYg-Bang! Uma explosão de emoções e sensações em vcs e na gente! BUM! Foi pedacinho de todo mundo pra todo lado! Deu o maior trabalhão pra juntar tudo, viu! Maaas, deu certo! Juntamos tudinho, cada sorriso timido, cada gargalhada barulhenta, todas as lagrimas, os olhinhos brilhantes e piscantes, as gotas de suor derramadas naquele dia quente, os pedacinhhos dos nossos corações, as expressões, as vozes, o violão, a flauta (doce..!), as dancinhas, as mimicas, as pipocas, os picolés, a maquina de costura, os medos, os nervosismos, a dedicação, o empenho, as esperanças, as palavras, e A palavra que sempre termina e começa tudo: o AMOR! Sim! Foi ele o ingrediente que conseguiu grudar tudo isso, e agora fez de nós todos um só Y.Espero que a sementinha do bem tenha ficado plantada no caração de cada um, e ao mesmo tempo tenho certeza que isso aconteceu, posso sentir, agora que somos todos um só. E dessa explosão toda, eis que surge um novo punhado de jovens que teimam em falar a lingua do Y... bem-vindos gurgulhinhos ja querYdos! =)


Ticiana Fernandes - Dra Aspyrina



E agora, aos 8 aprovados, somos nós que dizemos ‘sintam-se em casa!’, ou, no melhor estilo Sílvio Santos em Topa Tudo por Dinheiro,


“a casa é sua,
pode entraaar!
Hey! Hey! Hey Hey Hey!” \o/ \o/
Peguem seus narizes, sentem no colchão e preparem-se que a guerra de travesseiros vai começar!











Aaaaaaaaaaaaaaantes de mais naaaaaaaaaada,
queria mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai, pra.. ^^
Ops! :XX
Tá certoooooooooooo! Sem mais rodeios, vamos ao que interessa! =DDD




Karine de Almeida Aderaldo - Psicologia S1



Larissa Coelho Albertin - Psicologia S1


Natália de Almeida Caminha – Medicina S0


Renata Sá Ferreira Brasileiro - Enfermagem S3


Sarah Gomes Diógenes - Medicina S0


Thiago Costa Maia - Medicina S1


Viviane Teixeira Loiola de Alencar - Medicina S4


Yana Clara Silva Neves - Medicina S3