terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Carinho


Criança

Cabecinha boa de menino triste,
de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, — e resiste.

Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente...

Cabecinha boa de menino mudo
que não teve nada, que não pediu nada,
pelo medo de perder tudo.

Cabecinha boa de menino santo
que do alto se inclina sobre a água do mundo
para mirar seu desencanto.

Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soube que não possuiria.

Cecília Meireles, em "Viagem".


Para Ângelo:


Se o Carinho fosse gente, ele seria um homem tranquilo, de poucas palavras. Nem alto e nem baixo, nem gordo e nem magro. Seria esbelto, na medida, no ponto certo. Sem exageros e sem efusão. Seria exemplo de sobriedade. Seria um homem agradável, de presença discreta e espírito leve. Uma voz mansa, de alguém que fala com calma, sem pressa, sairia de sua boca de lábios também discretos, nem grossos e nem finos, na medida. Cabelos e olhos pretos, mansos, profundos, lentos (os olhos, não os cabelos. Estes, além de pretos, seriam poucos e, naturalmente, disciplinados). Acontece que o Carinho, esse Carinho feito gente, faz palpitar o coração, mas é também de um jeitinho leve, sem sobressaltos, bem de-va-ga-ri-nho, desafiando a lerdeza do tempo quando o mundo parece que está parando. Aí fica tudo deste jeito: você, o Carinho e eu, todo mundo saboreando a morosidade do tempo, enquanto um olha para o outro, tentando dizer que não é preciso ter medo. Com o Carinho presente, tudo vai ficar bem.

RebYs.





sábado, 3 de dezembro de 2011

Sob as mãos do Menyno Jesus

Olhos quase fechando esses meus. É madrugada, mas meus dedos - inquietos.

Houve natal antes do tempo no Y. E uma homenagem especial a quem ainda não tinha tido, e merecia ter.

As lyderanças nesse projeto se sucedem, as pessoas passam – diz o cantor – mas o amor fica.

A Rebys assumiu um papel cheia de medo. Se ela soubesse o quanto ele foi meu lado-a-lado. E fez ela, logo de início, o que o medo da gente faz com a gente: deixar e querer que muita gente fale pela gente.

E deu certo! Obtivemos um depoimento lindo, para além dos membros efetivos. Algo que mostrando que nossa mensagem transborda, sim, transborda.

E, hoje, em pleno natal antecipado ela deixa falar as vozes das gentes sobre uma gente muito especial.

- Lá ia imaginar que a menina ia crescer! Lá ia eu ver que ela ia se tornar tão gente!

No buliço das gentes, na correria do povo, na dificuldade dela de falar coração, se esconde entre cambotas, pernas tortas, juízo torto. Sorri boba, fala alto, apressada, irritada. Implica com a outra, odeia e ama, briga e se diverte.

Eu lá pensei que eu ia deixar o que pensar. Mas, não fui eu, não fui.

Eu lá pensei que ela ia crescer tanto assim.

O Y cresce para mim toda vez que uma tolice é defendida feito um ideal. É que as pessoas se esquecem que a vida é pequenina, do tamanho de um graveto, pisada todo tempo, pelo buliço das gentes, na correria do tempo.

Um dia foram querer mudar de sala, porque a que tinha era muito apertada e a família aumentava. Mas, ela fechou a voz, na cara irritada, que ama e odeia, que branca!, e se esquece que não sabe falar coração:

- A gente não pode sair do aperto, que aconchega, que aperta as gentes e faz a gente parar para se ver como a gente é mesmo. Mesmo que suados, e constritos, esmagados na vida-graveto. Somos irmãos!

Ah, Carlynha! Quem sou eu, menino sempre, para falar de você, menina. Sou eu menino, é você menina, não importará quantos pacientes veja, e veja morrer, e viver, e reviver.


Há uma pequenina mão que acolhe a gente sempre quando nosso dedo a toca. Mãozinha pequena, do tamanho de um graveto. Menor do que o coração dela. Aquela mãozinha do menino sagrado, do menino que parou todas as gentes, que corriam tanto, que suavam tanto, sem saber para onde. Até estrela parou para vê-lo. Toca a mãozinha no rosto bem quente daqueles que choram, daqueles que sofrem...

Menino sagrado
Teu peito é inflado
Com bolhinhas de amor

Teu sopro é leve
Teu dedinho, suave
Faz tanto lembrar
O Deus que te criou

Criou você, menininho santo!
Que chora e protege,
Que ama as dores,
Perdoa os horrores
Desse mundo de dor. 

Você falou de mim e de minha amada, menina. Da minha loucura, e da maior loucura dela por me querer bem. Mas, você ficou louca, e não foi minha culpa, por ter escolhido viver assim. Pintada nos cantos, escondida de amor.

É disco arranhado e todos sabem bem, que depois de tudo que viveu, o dedo do menininho já tocou o teu peito, e queimou sem volta. Uma cicatriz que sangra quente, para você nunca esquecer dessa moça que é. Moça-menina que olha pro outro, e sente, sente lá no fundo, que ainda tem fé, 

Que é maior que o mundo, 
O amor tão profundo 
Que, de fato, você quer.

Segue em paz! Mas, fica com a gente. Pra sempre!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ó nós aqui!


Reportagem do Jornal do HUWC sobre a atuação do Projeto Y :) É só clicar na foto pra ler!

Temos imenso orgulho de fazer parte da rotina desse hospital há 6 anos! Que venham muitos mais!

domingo, 25 de setembro de 2011

Patch Adams em Fortaleza


Patch Adams, médico americano que se tornou símbolo da palhaçoterapia e da humanização da saúde, está chegando a Fortaleza para dois eventos imperdíveis:

- o workshop "Uma Atenção à Saúde Mais Humana", voltado para estudantes e profissionais da área de saúde, a ser realizado nos dias 30/09 e 01/10 no Coliseum Praia das Fontes;

- a palestra "Decidindo ser Feliz", que acontecerá no dia 01/10, às 17h, no Ginásio Paulo Sarasate.


Maiores informações e inscrições no site http://www.patchadamsceara.com.br


Não perca essa oportunidade! :o)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

"tudo bom? beleza pura!"

"Tchau geeente!" disseram Dra Fofolete e Dra Nyna à pediatria e foram rumo a portinha branca que separa as crianças dos adultos, (pra Nyna) o território habitual do muito estranho.
"Vamo passar por aqui né? Vamo!"
e adentraram aquele corredor mais escuro, mais calado, mais frio. Talvez fosse por causa do horário. Talvez fosse porque fosse assim mesmo. Entraram nos quartos, falaram rapidamente com os acompanhantes, que respondiam rapidamente com um sorriso. Piadinhas rápidas como a de trocar o suco, ganharam risadinhas rápidas. Primeiro corredor atravessado.
Próxima recepção cheeeia (cheia mesmo) de pessoas sentadinhas. Ai. 'Como é que passa? Tem que passar por aí! Tem que falar! Falar o que?' e andando e pensando, e andando e pensando.
"Oii! Tudo bom?" e pronto. Apertos de mãos fortes, sorrisos fortes. Não sei se pelas roupas ou se por aquela coisa vermelha gritante que fica no meio do rosto, o riso foi fácil e parece que tava ali, pronto pra sair, só precisava alguém falar o código secreto! Mal a Nyna sabia que o código era o 'tudo bom?'. Tão pouco, meu Deus. Tão simples, meu Deus! E naquele momento de espera, provavelmente não muito agradável, tava tudo bom sim e pra uma senhorinha e pra um menino de uns 12 anos, tava tudo 'beleza pura'!
Custou só um aperto forte na mão, pra ter um sorriso no rosto e satisfação no coração.

Às vezes é um oi, às vezes é uma bolinha de sabão, às vezes é uma queda, às vezes é só a presença, às vezes é até um 'tudo bom' que é o suficiente pra ficar tudo beleza pura!


Kaká (Dra Nyna)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

As impressões dos bacuryns - parte 1

Resolvemos dar voz a um bando de porquinhos! Abrimos o blog pros Bacuryns, a mais nova geração do Y, abrirem seus coraçõezinhos e falarem todo tipo de besteira experiências que eles tenham a compartilhar sobre o Y na vida deles até agora! :o)

A idéia era postar todos os relatos juntos, pra todo mundo escrever sem estar previamente "influenciado" por nenhum outro relato.. Mas o Allan sugeriu ir postando aos poucos mesmo, pra cada relato ser devidamente saboreado..

Lá vai! :)


Juliana:


"O antes e O depois :o)

Expectativas? É, elas sempre existem...mas antes das capacytações elas ficavam meio que escondidinhas em algum cantinho...

Medo? Ele também tá sempre arrumando uma forma de nos acompanhar, mas antes das capacytações ele tava adormecido em algum lugar distante...

Digressões? Linhas de pensamentos super cortadas? Essas aí colam na sola no meu pé e me acompanham sempre e sempre... Mas tenho que confessar que nunca antes na história desse país elas tinham se mostrado tão gaiatas, apareciam o tempo todo, toda hora...mas juro que a culpa não era minha... era dela: da capacytação!

Caalma! Espero que quem esteja lendo isso aqui não nos entenda mal, né Roger? (desculpa tá te citando aqui, mas é pq aquele pensamento que tu conseguiu concluir em uma das últimas capacytações traduziu bem o que eu tava pensando e não conseguia falar)...

Roger diz:

“Antes de entender (ou desentender) todo esse universo de magia em que vive o palhaço, antes de passar por toda essa preparação e conhecimento, antes, tudo parecia ser assim tão mais fácil, tão mais simples...”

TAN- DAM

Daí, vocês concluem a cara que fez o nosso grande amigo Allan =O

Mas calmaa de novo =P

Não é que a gente queira dizer que a capacytação confunde tudo que ainda não tinha sido confundido antes na sua cabeça, não, não é bem assim... ou é? É, eu acho que é um pouquinho assim sim, mas só um pouquinho... drouga... as palavras, meus pensamentos, eles não são meus amigos,tenho certeza... eles nunca me ajudam... Mas vocês entenderam o que eu quis dizer, entenderam, NÉ?

Respeitar os limites, saber lidar com as pressões (..e será que eu vou saber fazer uma criança sorrir? E se ela não sorrir? E se ela não quiser minha presença? E se ela não me der a menor pelota? Socorroooo... lá na hora, a gente pode chamar por ele? Pode né? )

O Desafio

Do novo

De novo

Zilhões de sentimentos se misturando, tudo juntinho, tudo ao mesmo tempo! :o)

Esse liquidificador de emoções foi um pedacinho do que essa nova geração viveu durante as 40 horas de capacytações...

E no final, fica sempre aquela pergunta que não quer calar:

“Será que esse novo grupo, tão verdinho (cheeeio de esperança), ou melhor tão bacurynho, vai conseguir?”

Essa pergunta, infelizmente, não pode ser respondida agora...

Por isso a gente vai atrás do aqui, vive o hoje, pra chegar lá...

Tendo o horizonte como expectador...

Termino com o ponto.

E com a piscina."











Joana:

Passei no projeto mais bonito da faculdade. Quer dizer, mais lyndo! Na primeira fase, olha só o que foi dito:

“É inspirador ver que tantas pessoas admiram e apoiam a nossa causa. Saber que podemos dividir nossa filosofia com tantas pessoas nos motiva a continuar lutando por um sistema de saúde mais humanizado, no qual pacientes não são apenas pacientes, mas pessoas com toda uma história escrita em cada uma de suas vidas. Para nós, Ypsilonianos, essa filosofia é a nossa realidade. No mundo do Y tudo é possível, desde que você possa sonhar. Uma seringa pode ser um foguete, uma bolha pode ser um chiclete, um estetoscópio pode ser um rádio e o sorriso pode ser a cura.”

Agora me diz: como não se apayxonar? Mas ainda faltava a segunda fase. Manhã de um domingo complicado, transformado em riso e sorriso num misto de angústia, ansiedade e puro encantamento. Encantamento pela família que é o Y, pelo enorme coração dessas pessoas, até então meros desconhecidos lyndos.

"It's the state of blYss you think you're dreaming
It's the happYness inside that you're feeling
It's so beautYful it makes you wanna cry."

(Kaká lynda na sua cartinha)

Então veio a espera pelo resultado, a espera pelo meu narYz! E ele chegou, depois de muito aperto no coração, de muita ansiedade! E relembrei o momento em que passei no vestibular! Momentos mágicos que vão ficar pra sempre guardadinhos aqui ó, no meu Y. Lendo as cartinhas de vocês com mais atenção do que da primeira vez (é, eu tentei ler antes de passar direto pro resultado), fiquei muito feliz ao perceber que nós, de alguma forma, reavivamos em vocês o amor por tudo que o Y representa.

Primeira reunyão cheia de abraços apertados e carinho, e Y. Conheci a salinha, vi velhynhos deixando, com muito pesar, esse projeto maravilhoso e aquilo reforçou o que eu já pensava, e que devo ter citado na minha entrevista. O Y vicia! Depois que você conhece, prova, é sem volta, irremediável... Reunyão de Planejamento na praia, e eu muito tímida, meio dodói. Mas acho que é aquela timidez que me dá quando quero agradar. ‘Quem é o palhaço?’ haha Quero tanto que vocês gostem de mim, porque já sou apayxonada por cada um! Todos lyndos!

E então era hora do naryz ficar mais e mais e mais vermelho de verdade. Capacytações com o famigerado Sr. Cão ups! Allan! J

Capacytações, como descrevê-las? Deixa pro Allan: “Muita gente olha pra genty torto porque nós nos entregamos em um aqui sem saída. A falta de saída de uns pequenos braços desesperados por felicidade (porque não dá mais pra esperar – é tédio). Todo o estudo que nos circunda aqui e aco-lá vê nesse obra aquy um perder tempo. Esse tempo que não tem fim para ali e para lá. Todas aquelas pessoas andando o tempo todo sem saber onde chegar, porque cada nova conquista transfere o horizonte para lá aco-lá. E parar para ver aqui o agora que está aqui é difícil nesse olhar que se perde no infinito além.” Allan Denizard

Só faltou mesmo falar do ponto, e da piscina. Ah, e do famoso ‘senso-comum’. O fato é que nas primeiras capacytações, penamos muito pra ultrapassar o obstáculo ‘corda’ e o obstáculo ‘entender o Allan’ hahaha. Brincadeiriiinha (mas foi sério viu? :P). Foi nessa fase que questionamos quase tudo, de forma que eu pude concluir que somos nós os grandes responsáveis por isso aqui que chamamos de vida; e tudo que dela faz parte é importante. Inclusive o medo. Principalmente(?) o medo. A discussão sobre o horizonte, sobre como lidar com ele, mexeu mesmo comigo. Tê-lo como espectador é uma grande meta para mim, agora.

“Há um rosto hospitalizado que quer a lógica esperada da cura. Ele se deixou hospitalizar. Interessante ele se deixar! Há um rosto hospitalizado que quer desesperado uma graça sempre ilógica, do sopro de vida (não de cura), dos ares lá de fora (de fora do balão), no palhaço que ele recebe, se ele deixar. Interessante ele deixar!” Allan Denizard

Na sexta capacytação, salvo engano, foi-nos apresentado o Augusto e o Branco, tivemos que manifestar todo o nosso corpo, tivemos que dosar bem a intensidade de demonstrações de fúria, tristeza, dentre outras. Ansiedade pra fazer certo. Vontade de avermelhar o naryz. E, através do ‘Fantástico Mundo de Bob’, finalmente, por que ele não cai? Porque ele está na jogo, está na dança, porque ele tem ritmo. Palavrinha difícil de sair, talvez por estar assim já tão entranhada em todos nós. Né? Não? Ah, diz que éé! :D

Na sétima, assistimos ao filme todo lyndo dos ‘Doutores da Alegria’ por mais ou menos uma hora, quando a Naty disse: “quer dizer então que o filme acabooou?!” heauhauhe Quem é o palhaço? Aham, claro. J Foi necessário, precisávamos correr pra dar tempo! E eu já sabia que não ia dar! :/ Mas então tivemos uma conversa super franca, aberta, limpa, linda? Falamos do medo.. de não ser aceitos, de não ver sorrisos em rostinhos que não queriam sorrir e, principalmente, em rostinhos que queriam.

“Quando você está na sociedade regrada, você cresce aprendendo a se comportar como a sociedade preconiza que seja, e quem ousar ser acima da lei, será severamente submetido a ela. O palhaço desliza sobre essa moral que nos disciplina. Mas, tem alguma coisa me dizendo que ele faz parte da potência que a própria sociedade tem de se ultrapassar a si mesmo. É assim que ela o aceita, suporta as vezes, mas aceita. Não pode se ultrapassar sempre, isso é perigoso.” Allan Denizard

Depois do reconfortante blá,blá,blá, fomos brincar! De imagem&ação, com a ilustre participação do bumbs (acho tão lindo esse apelido!). Depois, mais brincadeiras.. acho que eram sérias, essas.. quer dizer, a idéia era levar bem a sério! hehe Não, mas a gente levou! Se entregar de corpo inteiro àquilo que nos era dito, atuar com toda a realidade que pudéssemos! E teve gente na lama, no gelo, no deserto. Cada um do seu jeitinho, transformando tudo em flores, mesmo quando a orelha caía no chão!

No oitavo dia, conversamos muito! Sobre tudo que aconteceu na capacytação passada (Allan curiosão!), sobre amor, sobre a corda, sobre o medo, sobre o ritmo, sobre a relação... “Amar esse momento presente, essa brincadeira amoral, cada pequeno gesto, e não desistir de conquistar, já não mais a pátria, mas você, para que minha vida, pelo menos um pouco, tenha algum sentido. O sentido que me faz enxergar vesgo, ver dobrado, porque repousa em você.” Allan Denizard

Então veio a nona capacytação. Difícil dizer qual a melhor, mas essa, sem dúvidas, me marcou muito! Depois de alguma conversa e andares randomizados, fomos formalmente apresentados ao narYz. “Agora é só você e eu.” Não sabíamos o que fazer com aquilo, com aquela responsabilidade! Como assim, e se você naryz nem for assim tão com a cara do ‘eu’? E se não der certo? Devo sentir um click? Vou morfar? HAHAHA Coloquei o narYz, e de tão ansiosa que estava, ele não se mostrou pra mim. Então tentei vê-lo nas outras pessoas, quem sabe suas pupilas refletissem o que eu queria ver. Olhares ansiosos, com sorrisos esperançosos, será que tanto quanto o meu? Contrariada, deixei um pouco pra lá. Não queria atrasar o encontro dos outros bacuryns com os seus naryzes. Allan diz novamente, quase se descabelando, querendo dizer mais... Dizendo. “Agora é só VOCÊ e EU.” Então houve um click. Um espelho, escondido nas profundezas da minha bolsa-que-tudo-cabe. Um espelho e mais uma chance de vê-lo, ver-me, vê-nos. Fiz a fusão novamente. E nos olhamos no espelho. Ele e eu. E foi como mágica. Eu não morfei, mas minha pupila sim. E aquele pensamento que cruzou a minha mente vai ficar guardado aqui, pra sempre. É por causa dele que sou hoje estudante de medicina, é por causa dele que nunca esqueço esse foco que tenho na minha vida, que até pouco tempo não sabia o nome, agora já sei.. é Y.

P.s.1: Não posso esquecer da 10ª capacytação, com a Loh fofaa que dói! Muito obrigada, sua linda!

P.s.2: Perdoem pelo tanto que eu citei o Allan. Mas os relatos dele foram muito importantes para a minha capacytação no geral. Obrigada, de verdade, Sr. Cãocerola! :D

P.s.3: E, por último, muito obrigada, famylia lynda que me acolheu tão bem!"

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ser artista de cinema...




Matéria da TV União sobre o riso como terapia, que contou com a participação especial da nossa very own Nat Caminha e dos colegas do grupo Risonhos!

Parabéns, Nat! Ficou muito linda falando da vysyta!


E vamos que vamos divulgar cada vez mais a palhaçoterapia! :o)